A Prefeitura de Goiânia oficializou nesta terça-feira (19) uma reestruturação na administração das maternidades públicas da capital. A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), que até então geria as unidades, deixa oficialmente a função no dia 29 de agosto. A partir dessa data, três organizações sociais (OSs) assumirão a gestão em caráter emergencial.
Representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), da Fundahc e das novas gestoras se reuniram para iniciar o processo de transição. Até o fim de agosto, estão previstas reuniões de alinhamento para garantir que os atendimentos não sejam interrompidos. O Ministério Público de Goiás (MP-GO), o Ministério Público do Trabalho (MPT-GO) e entidades de classe acompanham o processo.
Novos contratos somam R$ 38 milhões
A Prefeitura informou que foram destinados R$ 38 milhões para contratos de três meses com as novas organizações. Veja como ficará a divisão:
| Unidade | Nova gestora | Valor do contrato |
| Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI) | Instituto Patris (MT) | R$ 16,7 milhões |
| Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara (HMMCC) | Sociedade Beneficente São José (SP) | R$ 15,3 milhões |
| Maternidade Nascer Cidadão (MNC) | Associação Hospital Beneficente do Brasil (SP) | R$ 5,9 milhões |
O custo mensal estimado para manter as três unidades é de R$ 12,6 milhões.
Crise e interrupções motivaram mudança
A decisão ocorre após uma série de paralisações nos serviços das maternidades em 2024, provocadas por atrasos nos repasses financeiros da SMS à Fundahc. Em julho, o Hospital Célia Câmara suspendeu partos normais e cesáreas, e logo depois outras unidades limitaram atendimentos a casos de urgência.
Com a nova gestão, a expectativa da SMS é restabelecer a normalidade nos atendimentos e garantir que as maternidades funcionem com eficiência e segurança para a população. A transição será monitorada de perto pelos órgãos fiscalizadores e pelas entidades envolvidas.