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08/08/2025

Morre Arlindo Cruz, ícone do samba e referência do pagode moderno

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O cantor, compositor e banjista Arlindo Cruz faleceu nesta sexta-feira (8), em sua residência no bairro Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por sua esposa, Babi Cruz. Desde 2017, o artista enfrentava complicações de saúde após sofrer um AVC que o afastou dos palcos. Ele deixa dois filhos: a modelo Flora Cruz e o sambista Arlindinho.

Raízes profundas no samba

Filho de Aracy Marques e Arlindo Domingos da Cruz, o jovem Arlindo aprendeu cavaquinho com o pai, conhecido como Arlindão, integrante do grupo Mensageiros do Samba da Portela. Ainda adolescente, passou a frequentar a casa de Candeia, figura central do samba suburbano carioca e fundador da Escola de Samba Quilombo. Foi nesse ambiente que Arlindo se moldou como partideiro e cronista.

Sua estreia como músico profissional aconteceu em 1975, tocando cavaquinho no álbum “Samba de Roda”. Em 1981, gravou com Beth Carvalho e Alcione, e no mesmo ano entrou para o grupo Fundo de Quintal, substituindo Jorge Aragão. Ao lado de Sombrinha, formou uma das parcerias mais marcantes do samba contemporâneo, com dez álbuns lançados até 1993.

Além da música, Arlindo teve uma trajetória acadêmica e profissional pouco conhecida: estudou na Escola Preparatória de Cadetes em Barbacena, foi bancário da Caixa Econômica por uma década, cursou três faculdades e falava quatro idiomas fluentemente.

Parcerias e histórias marcantes

Com Sombrinha, Arlindo lançou cinco álbuns e compôs clássicos que se tornaram indispensáveis nas rodas de samba. A relação com Zeca Pagodinho também era próxima, embora nunca tenham gravado juntos como dupla. Histórias curiosas entre os dois, como a famosa ligação sobre uma camisa com “botões infinitos”, mostram o lado bem-humorado e espontâneo do artista.