O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano (União Brasil), disse que vai recorrer da decisão que o tornou inelegível por oito anos. Vilmar também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 30 mil por abuso de poder político nas eleições de 2024. A sentença foi proferida pela Justiça Eleitoral de Goiás nesta semana e aponta que ele e sua esposa, Sulnara Gomes Santana, pressionaram servidores comissionados para apoiar candidatos aliados.
A juíza eleitoral Christiane Gomes Falcão Wayne entendeu que houve instrumentalização da estrutura da Secretaria Municipal de Assistência Social, então comandada por Sulnara, para fins eleitorais. Segundo a decisão, entre junho e agosto de 2024, foram realizadas 680 mudanças em cargos comissionados, o que representa cerca de 15% do total. A maioria das alterações teria atingido servidores que se recusaram a apoiar a chapa encabeçada por Professor Alcides Ribeiro e Max Menezes, além do candidato a vereador Olair Silva Gomes.
A condenação decorre de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) apresentada pela coligação “Para Aparecida Seguir Avançando”, formada pelo atual prefeito Leandro Vilela (MDB) e seu vice João Campos (Podemos). A Justiça considerou que as práticas adotadas pelo casal comprometeram a igualdade entre os candidatos e a integridade do processo eleitoral, configurando abuso de poder político conforme o artigo 22 da Lei Complementar nº 64/1990.