Um acordo assinado entre o padre Luiz Augusto Ferreira da Silva e o Ministério Público de Goiás prevê a devolução de cerca de 1 milhão e 400 mil reais que o sacerdote recebeu da Assembleia Legislativa. Padre Luiz foi classificado como servidor-fantasma da Alego há cerca de 10 anos. O dinheiro deverá ser devolvido em 48 parcelas. O acordo de devolução foi assinado no mês passado. Além do padre, outras dez pessoas envolvidas no caso assinaram acordos. Segundo o Ministério Público, o valor corrigido recebido pelo sacerdote ao longo de 2 décadas é de cerca de 4 milhões e meio de reais. Nesse período, ele foi lotado em gabinetes de deputados e na presidência da assembleia.
Apesar de alegar não ter meios financeiros para ressarcir os valores, padre Luiz concordou com o pagamento. Segundo seu advogado, os recursos estão sendo arrecadados por meio de ações solidárias organizadas por amigos, familiares e fiéis da Paróquia Santa Teresinha, em Aparecida de Goiânia.
Em 2020, o padre conseguiu reverter uma ordem de demissão e se aposentou pela Alego com salário de R$ 17 mil.
Além do padre, dez outros réus também firmaram acordos semelhantes com o MP-GO, incluindo quatro ex-presidentes da Assembleia. Os acertos totalizam R$ 2,52 milhões em valores restituídos e multas. Entre os signatários estão nomes como Jardel Sebba, Célio Silveira, Helder Valin e Sebastião Tejota — dois destes atualmente conselheiros do Tribunal de Contas do Estado.