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Goiânia, State of Goiás, Brazil
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11/07/2025

Perícia revela que Juliana Marins sobreviveu por 32 horas após primeira queda em trilha na Indonésia

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Em coletiva realizada nesta sexta-feira (11), a irmã de Juliana Marins, Mariana Marins, e especialistas que atuaram na perícia do corpo e nos trâmites de sua repatriação detalharam os últimos momentos da jovem brasileira, que morreu após duas quedas em uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia.

Segundo o legista Reginaldo Franklin, Juliana permaneceu viva por aproximadamente 32 horas após a primeira queda, ocorrida por volta das 17h do dia 20 de junho. A estimativa foi feita com base na análise de larvas encontradas no couro cabeludo da vítima, que permitiram determinar com precisão a hora da morte: meio-dia do dia 22 (horário local).

Juliana escorregou inicialmente por 60 metros em uma parede de areia e rocha, caindo ao todo 220 metros de profundidade. Depois de sobreviver a essa primeira queda, sofreu nova escorregada e morreu 15 minutos após o segundo impacto. Ao todo, seu corpo foi encontrado a 650 metros de profundidade. A equipe de resgate só conseguiu descer até os 150 metros, impossibilitada de alcançá-la.

O último registro de Juliana com vida foi feito às 6h59 do dia 21 por um drone. Pouco depois, às 7h51, ela ainda foi vista por uma turista espanhola e conseguiu pedir ajuda aos turistas europeus. A Defesa Civil local só chegou ao ponto às 19h50 — quase doze horas após o último avistamento.

A descrição dos peritos apontou que Juliana pode ter sofrido uma lesão grave na coxa já na primeira queda. O perito Nelson Massini classificou a morte como “agônica, hemorrágica, sofrida”. Participaram da coletiva, além de Mariana, o legista Franklin, o perito particular Massini e a defensora pública federal Taísa Bittencourt Leal Queiroz.