O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, foi condenado nesta quarta-feira (9) a um ano de prisão por fraude fiscal na Espanha. A decisão foi emitida pela 30ª Seção da Audiência Provincial de Madri e se refere ao não pagamento de impostos sobre rendimentos de direitos de imagem recebidos em 2014, durante sua primeira passagem pelo Real Madrid.
Apesar da condenação, o treinador italiano de 66 anos não deverá cumprir pena em regime fechado, já que a legislação espanhola prevê que sentenças inferiores a dois anos por crimes não violentos, quando o réu não possui antecedentes, podem ser convertidas em penas alternativas.
Além da pena de prisão, Ancelotti foi condenado a pagar uma multa de 386 mil euros (cerca de R$ 2,4 milhões) e ficará proibido de obter subsídios públicos ou benefícios fiscais na Espanha por três anos. O treinador foi absolvido de uma acusação semelhante referente ao ano fiscal de 2015.
Durante o julgamento, realizado em abril, Ancelotti alegou que seguiu orientações do clube e de seus consultores, e que nunca teve a intenção de fraudar o fisco. “Eu só estava preocupado em receber o salário líquido de seis milhões por três anos. Nunca percebi que algo estava errado”, declarou.