O sucesso de “A Odisseia” nas telonas também tem refletido no interesse pela obra original de Homero. Desde a estreia do longa de Christopher Nolan, em 17 de julho, as reproduções do audiolivro do clássico no Spotify cresceram 500%, segundo dados divulgados pela revista Variety.
O interesse pelo poema épico já vinha aumentando antes mesmo da estreia do filme. Em junho, a plataforma de streaming registrou um crescimento de 240% nas reproduções da obra, indicando que a expectativa em torno da adaptação cinematográfica já despertava a curiosidade do público.
De acordo com o Spotify, o volume de reproduções acumulado desde o lançamento do longa equivale a cerca de 43 anos contínuos de audição, considerando as 91 versões do audiolivro disponíveis em dez idiomas. Entre os ouvintes, 45% pertencem à geração millennial, enquanto 36% são da geração Z.
O impacto também chegou ao mercado editorial. No Brasil, a edição de “Odisseia” publicada pela Penguin Companhia figura entre os livros mais vendidos da Amazon, assim como boxes que reúnem a obra com “Ilíada”. Nos Estados Unidos, as vendas das diferentes edições do poema cresceram 76%, segundo a Variety.
Nos cinemas, o filme dirigido por Christopher Nolan também teve um início expressivo. Em seu primeiro fim de semana em cartaz, a produção arrecadou US$ 264 milhões mundialmente, o equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão.
Escrito por Homero por volta do século VIII a.C., “A Odisseia” narra a longa jornada de Odisseu de volta ao reino de Ítaca após a Guerra de Troia. Ao longo de duas décadas, o herói enfrenta criaturas mitológicas, desafios impostos pelos deuses e obstáculos que transformaram a obra em um dos maiores clássicos da literatura universal.